Que diferença da mulher o homem tem?

Há muitos anos cientistas de diversas partes do mundo desenvolvem estudos para decifrar as diferenças estruturais entre o cérebro masculino e feminino que possam justificar diferenças de habilidades, comportamentos e linguagem entre eles.

Embora muitos já tenham contextualizado sobre a distinção de tamanho, forma e conexões em áreas do cérebro responsáveis por aprendizagem, emoções, memórias e comunicação entre os sexos, apenas para citar alguns elementos, ainda gera controvérsia a generalização que acaba por reforçar estereótipos de gênero que, por sua vez, contaminam processos educacionais, profissionais e sociais.

A reflexão sobre essa questão é importante, porque uma corrente de estudiosos preconiza a necessidade de criar sistemas customizados de ensino para meninos e meninas para potencializar as habilidades natas em cada sexo, enquanto outra corrente alega que tal sistema limitaria a capacidade de ambos os sexos para desenvolverem as habilidades não natas, independentemente de suas divergências estruturais.

Para contextualizar um pouco sobre estas diferenças, os estudos já publicados sobre o tema justificam nas diferentes composições cerebrais do sexo feminino e masculino, o motivo de os homens terem melhor direção espacial que mulheres, de serem mais habilidosos para resolver questões de lógica, de serem mais objetivos ou racionais em suas comunicações. Da mesma forma, explica porque elas são mais detalhistas para as comunicações verbais, mais sensíveis ou “humanas” para o manejo de relações interpessoais, mais hábeis nas atividades manuais, e assim por diante.

Em um momento em que a mulher amplia suas “frentes de batalha” para conquistar mais espaço em diversas esferas, revelando-se tão ou mais capaz que homens em áreas importantes “dominadas” culturalmente pelo sexo masculino, e que homens também passam a mostrar mais abertura e sintonia com atividades “exclusivamente” femininas, é realmente um tema para se analisar com profundidade.

A solução, creio eu, não seria anular as habilidades naturais e essenciais em cada sexo, mas justamente agregar tais habilidades para um desenvolvimento mais amplo tanto de mulheres quanto de homens.

É o mundo ideal dentro de uma consciência verdadeiramente feminista, que busca a igualdade entre os sexos, seus direitos, suas oportunidades e para a qual um modelo colaborativo entre competências femininas e masculinas tornariam os empreendimentos em geral muito mais fáceis e justos para todos.

Erika Baruco, jornalista e colaboradora do Feijoada Completa

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