Castelo, amor e morte: uma história de amor na Ilha Esmeralda

A Irlanda, popularmente conhecida como, Ilha Esmeralda, por sua vasta vegetação verde, não reúne apenas essas paisagens exuberantes e lindas construções, mas também guarda histórias que acalantam o coração

Quando encontramos um castelo no meio do caminho de duas ou uma, lembramos dos contos de fadas da Disney ou da era medieval, das monarquias, com suas sucessões, tramas, guerras e muito mais, não é mesmo? Mas ao passear por um vale, literalmente encantado, Connemara, um distrito no oeste da Irlanda, o Castelo no meio do caminho se apresenta com uma história de amor de tirar o fôlego, assim como a vista e o local onde ele foi construído (as fotos não me deixam mentir 😍).

A propriedade foi construída em 1867 pelo cirurgião e político, Mitchell Henry, como prova do amor por sua esposa Margaret Vaughan Henry, que havia se apaixonado pelo local depois de passar sua lua de mel pelos arredores de Connemara. A construção baseada na era vitoriana, contava com 33 quartos, quatro banheiros, quatro salas de estar, salão de festas, sala de bilhar, biblioteca, estudo, sala de escola, sala de fumantes, sala de armas e vários escritórios e residências domésticas, além de jardins e florestas.

No refúgio feliz e cercado pela paz que carrega, até hoje, a família aproveitou como pretendia. Porém, em 1874, apenas alguns anos após a conclusão do castelo, a esposa de Mitchell adoeceu e morreu em duas semanas, aos 45 anos, deixando os filhos e o marido apaixonado.

Para eternizar seu amor Henry construiu uma mini catedral gótica na propriedade e até hoje os restos mortais dela se deitam junto aos dele num pequeno mausoléu que também fica no meio da linda floresta que cerca o castelo. 

Entrar nesse recanto de amor e ser envolvida por toda essa atmosfera te levam, certamente, para uma mesa com chá fumegante, e vista perfeita pela janela, com a sensação de estar reunido com uma família alegre e cheia de amor.

Dica: o passeio guiado, saindo da cidade de Galway, custa 30 euros e vale cada segundo e centavo. Prepare a câmera e os olhos, pois a vista é de tirar o fôlego. Além disso, não deixe de sentar no banquinho estrategicamente colocado no caminho do castelo para a catedral, e apreciar o local sentindo o vento no rosto. Garanto que você não vai se arrepender.

Espero que você tenha viajado até lá através deste texto. História de amor nunca cansa, não é mesmo? Ainda mais em meio ao frio e as cores da Irlanda.

Até a próxima!

Bruna Carvalho, jornalista e redatora do Feijoada Completa 😚

Deixe uma resposta